Crivo divulga os vencedores do Projeto Poesia InCrível

Crivo divulga os vencedores do Projeto Poesia InCrívelPublicado em 4 dez, 2018 - 15:44 por Colaborador EGOBrazil

Obras garantem a continuidade do concurso Poesia InCrível, que dá visibilidade à produção literária de Belo Horizonte

Hoje, (4/12) serão lançados pela Crivo Editorial, os livros dos vencedores do Projeto literário Poesia InCrível, que selecionou textos inéditos para a edição de 2018. O evento especial de lançamento está marcado para às 18h30, na Livraria do Belas Artes, localizada no Lourdes, região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Segundo a organização, os livros “Estar onde não estou”, de Olivia Gutierrez, e “Ano bissexto”, de Neilton dos Reis, são os títulos escolhidos da atual edição. O projeto recebe o apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte – Fundação Municipal de Cultura e tem o intuito de dar novas vozes aos poetas de Belo Horizonte e Região Metropolitana.

Dentre os critérios, o concurso selecionou dois autores iniciantes, que ainda não tinham nenhuma obra publicada, visando provocar novos diálogos sobre os espaços urbanos e vertentes da literatura.

Além dos poetas, o encontro contará com a presença da também poeta mineira, Ana Elisa Ribeiro, do professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Rafael Lovisi, e dos editores da Crivo, Haley Caldas e Lucas Maroca de Castro.

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Os autores Historiadora e bibliotecária, Olivia Gutierrez (32), foi a primeira colocada. Natural de Belo Horizonte, a poeta conta que todo o processo de escrever poesia e publicar é muito novo e “estar
onde não estou” surgiu desta descoberta. “Andava escrevendo diários já há algum tempo e comecei a pensar que poderia escrever de outra forma, mas não sabia que forma era essa. Comecei a fazer algumas oficinas e ali foram saindo textos que eu não sabia muito bem como classificar”, conta.

Os textos que compõe seu novo livro saíram de um exercício de pensar e de sair de um lugar, proporcionando um deslocamento, que se apresenta como uma tentativa de encontrar os outros.
“Publicar, para mim, ainda é estranho, embora maravilhoso! Muitas vezes, vejo os textos como tão particulares que me parece incrível que outras pessoas leiam e façam qualquer coisa daquilo. A ideia de que alguém vai me ler é emocionante”, comemora.

O segundo colocado foi o doutorando em Educação, Neilton dos Reis (24), que nasceu em Mangaratiba, no interior sul-fluminense, mas mora em Belo Horizonte há nove meses e em Minas Gerais há três anos. Foi em 2016, já em terras mineiras, que começaram a surgir os primeiros poemas de “Ano bissexto”, ainda sem intenção de publicação.

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“No início de 2018, comecei a revisitar o que eu andava escrevendo nos últimos anos e fui percebendo certa
conexão e continuidade entre esses poemas. Quis produzir o livro, tendo como mote uma cartografia de emoções, sentimentos, ações, pensamentos e paixões”, declara.

Neilton se inscreveu no concurso com expectativas bastante pessoais, querendo apenas dar vazão aos textos e encaminhar para encerrar alguns momentos de vida. “Agora, isso tomou
outras dimensões. Eu espero que as poesias circulem e possibilitem novos encontros, novas perspectivas e a criação de outros possíveis – isso, principalmente, nas microrrelações que a gente estabelece com o mundo, com as outras pessoas e com nós mesmos”, diz o poeta.

 

Por Dione Alves

 

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