30/11/2018

Caso Marriott: veja o que fazer após vazamento de dados de 500 milhões de hóspedes

Caso Marriott: veja o que fazer após vazamento de dados de 500 milhões de hóspedes

Veja o que fazer após vazamento de dados de 500 milhões de hóspedes da rede Marriott

Rede de hotéis Marriott disponibilizou um número de call center no Brasil; empresa diz que avisará clientes se são parte das vítimas do incidente.

Quem se hospedou em um dos hotéis da rede internacional do grupo Marriott, de 2014 para cá, corre o risco de estar entre as 500 milhões de pessoas que tiveram seus dados hackeados, em alguns casos, inclusive informações bancárias.

A rede admitiu, nesta sexta-feira (30), que houve um vazamento de dados em sua base de clientes, o que pode ter atingido 500 milhões de hóspedes, no que já está sendo considerado um dos maiores casos de ataque a grandes empresas.

Segundo a companhia, uma investigação mostrou que alguém fez um acesso não autorizado, copiou e criptografou dados pessoais da base de clientes da Starwoods, uma de suas cadeias de hotéis, que opera bandeiras como W Hotels, Sheraton, Le Méridien e Four Points em todo o mundo.

A Marriott informou que dados como número de cartão de crédito são criptografados, mas a empresa diz não ser capaz de afastar a possibilidade de que os hackers tenham decifrado a critpografia para ter acesso à informação.

Não está claro ainda de que países são os clientes que tiveram dados vazados e o local onde estão os hotéis afetados pelo vazamento.

Call center no Brasil
A rede diz que, a partir desta sexta-feira (30), vai enviar e-mails para todos os clientes da base de dados da Starwood para informar sobre o vazamento. E colocou à disposição para dúvidas o número de seu call center em vários países. No Brasil, o telefone é 0800-724-8312.

A Marriott tem mais de 6.700 hotéis em 130 diferentes países e teve receitas de mais de US$ 22 bilhões em 2017.

Orientações
Após a confirmação do vazamento, a primeira orientação é informar o banco ou a operadora do cartão de crédito. A dica é pedir à instituição que informe e peça a autenticação a cada compra realizada.

A empresa provavelmente irá cancelar o seu cartão para emitir um novo.

Outra recomendação é trocar a senha do cartão. Para Rafael Zanatta, especialista em Direito Digital do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), apesar do número do cartão, em conjunto com o do passaporte, poder ser usado para compras, a cada dia é mais difícil dar golpes desse tipo em compras online.

“Empresas de cartão e o varejo costumam usar cookies de navegação que identificam os hábitos do cliente. Quando uma operação sai muito do padrão, ela costuma ser bloqueada. De qualquer forma, num caso como esse, o banco pode estabelecer a necessidade de autenticação por mensagem, por exemplo, para cada compra realizada”, explicou.

As vítimas devem redobrar a atenção com mensagens recebidas por rede socias e, principalmente, por e-mail. É que os criminosos podem usar os dados, como local de trabalho e cargo, para realizar golpes.

*Com agências

 

Foto: Divulgação