Do Twitter para a TV: vem aí a série ‘Eu, a Vó e a Boi’


A história contada na rede social em 2017, virou uma divertida comédia nas mãos de Miguel Falabella

Do Twitter para a TV: vem aí a série ‘Eu, a Vó e a Boi’Publicado por Helio Uchôa em 13 nov, 2019 - 9:04 - Foto: Divulgação/TV Globo

Das redes sociais para as telinhas! Apesar de ser uma história nada convencional, Eu, a Vó e a Boi tem como pano de fundo a vida real. Tudo começou quando em 2017, Eduardo Hanzo decidiu compartilhar com seus seguidores no Twitter a bélica – e muitas vezes cômica – relação de inimizade entre sua avó e a vizinha dela. A história viralizou e chamou a atenção de Gloria Perez, que, assim como um grande número de internautas, achou que a postagem divertida na rede social renderia um roteiro de televisão.

Nas mãos de Miguel Falabella, a narrativa deu origem a uma série de humor ácido, com personagens alucinados e, ao mesmo tempo, absolutamente comuns.

“Embora seja uma série de humor, com tipos muito inusitados, ela também coloca o dedo na ferida. Hoje temos um país sentido, dividido. O discurso é sempre da truculência. E isso é o que a avó e a Boi fazem nessa história. Elas não argumentam, elas agem uma contra a outra. São situações engraçadas, mas por trás desse humor as coisas são ditas”, revela o autor.

Entenda a trama

Eu, a Vó e a Boi é uma história de inimizade de mais de 60 anos. Uma guerra declarada entre duas vizinhas capazes de tudo para prejudicar a vida uma da outra. De um lado, Turandot (Arlete Salles) e do outro, Yolanda (Vera Holtz), a “Boi”. Ao concluir que “vaca” está fora de moda, Turandot passa a chamar sua vizinha e inimiga de “Boi”

Ninguém sabe exatamente como tudo começou, mas já aposentadas, viúvas e, portanto, dispondo de tempo livre o suficiente nas mãos, nenhuma delas tem a menor intenção de propor um tratado de paz. Separadas por uma vala que praticamente materializa a aura de ódio e rancor entre as vizinhas, vivem frente a frente as famílias das duas. Por ali, ninguém escapa ileso dos boicotes diários praticados pelas matriarcas. Quando Norma (Danielle Winits) e Montgomery (Marco Luque), filhos das rivais, se apaixonam perdidamente, tudo parece sentenciado ao caos eterno.

Em meio a esse embate, o neto em comum, Roblou (Daniel Rangel), tenta sobreviver ao ambiente hostil onde foi criado e se agarra à única oportunidade que encontra em seu caminho: Demimur (Valentina Bulc), menina cheia de sonhos com quem descobre as alegrias e as dores do amor.

É pelo ponto de vista de Roblou, um tanto fragilizado, que o público acompanha as constantes desavenças entre as duas senhoras.