Maty Reis preserva escuta e olhar humano em um jornalismo cada vez mais tecnológico

Jornalista, colunista e assessor de imprensa atua entre entretenimento e variedades e mantém a escuta e o relacionamento humano como parte de sua prática profissional

SÃO PAULO (SP) — A inteligência artificial e as novas ferramentas digitais estão transformando a forma como o jornalismo pesquisa, produz e distribui informações. Em meio à velocidade proporcionada pela tecnologia, porém, uma característica tradicional da profissão continua essencial: saber ouvir.

É nesse cenário que se destaca a trajetória do jornalista Maty Reis, profissional que atua entre jornalismo, entretenimento, variedades e assessoria de imprensa. Atualmente colunista do portal Sou Mais Pop, Maty também possui passagem pela Revista Påhnorama, onde atuou como colunista e conselheiro deliberativo.

Sua experiência em diferentes áreas da comunicação contribuiu para a construção de um olhar que vai além da informação imediata. A escuta, o diálogo e a compreensão do contexto fazem parte da relação que estabelece com fontes, assessores e parceiros.

A importância de ouvir

Com a evolução tecnológica, ferramentas de inteligência artificial passaram a auxiliar jornalistas em pesquisas, organização de informações e produção de conteúdo. Ainda assim, compreender uma pessoa, interpretar uma situação e perceber aquilo que nem sempre está escrito continuam dependendo da interação humana.

Na atuação de Maty Reis, essa característica aparece especialmente no relacionamento profissional. Ao receber uma sugestão de pauta, projeto, parceria ou proposta de permuta, ele procura compreender o contexto antes de avaliar a oportunidade.

Para a jornalista e arquiteta de posicionamento Mel Recalde, essa é uma das características que mais chamam sua atenção.

“O Maty me escuta de verdade. Ele me ajuda, tenta entender aquilo que estou querendo construir e tem uma paciência de Jó comigo”, afirma.

Segundo Mel, a capacidade de ouvir também facilita sua comunicação profissional.

“Eu sou neurodivergente e muitas vezes meu raciocínio chega com várias ideias, conexões e informações ao mesmo tempo. Ele consegue ouvir, compreender o contexto e perceber o que estou tentando comunicar. Não é simplesmente receber uma pauta. Existe uma troca.”

Mel também destaca que ouvir não significa necessariamente concordar com tudo.

“Já conversei com o Maty sobre pautas, projetos, parcerias e permutas. Ele escuta e analisa. Isso não significa dizer sim para tudo — e nem deveria. Significa respeitar quem está do outro lado e entender quando aquela construção faz sentido. Comunicação também é relacionamento.”

Reconhecimento e relações profissionaisAo falar sobre Maty Reis, Mel Recalde também chama atenção para a importância do reconhecimento entre profissionais da comunicação.

“É muito fácil escrever sobre o Maty porque não preciso construir um personagem. Estou falando daquilo que vivencio com ele. E isso não é ser ‘puxa-saco’, como costumamos brincar. É reconhecer aquilo que uma pessoa tem de bom e ter generosidade para dizer isso publicamente.”

Para ela, reconhecer o trabalho de outro profissional não diminui a própria trajetória.

“Ele é jornalista e eu também sou. Quando encontramos um profissional que merece reconhecimento, temos que falar, aplaudir e ‘rasgar a seda’ mesmo. O reconhecimento do outro não diminui a nossa trajetória. Pelo contrário, fortalece relações.”

Tecnologia sem perder a humanidadeA reflexão sobre Maty Reis também se conecta ao avanço da inteligência artificial na comunicação.

Mel afirma utilizar ferramentas de IA em seu próprio trabalho e ressalta que sua preocupação não está na tecnologia, mas na possibilidade de que as pessoas deixem de valorizar aspectos humanos das relações.

“Eu utilizo inteligência artificial no meu trabalho e acredito profundamente no potencial da tecnologia. Meu alerta não é contra a IA. É sobre aquilo que podemos perder se começarmos a terceirizar também a nossa humanidade.”

Para ela, características como presença, paciência, sensibilidade e escuta podem se tornar ainda mais relevantes em um ambiente cada vez mais automatizado.

“O Maty me lembra, na prática, que ainda existem profissionais que param para ouvir antes de responder. Talvez, em um mundo com tanta tecnologia disponível, saber verdadeiramente ouvir volte a ser uma das habilidades profissionais mais valiosas que existem.”

Jornalismo, entretenimento e variedadesA trajetória de Maty Reis reúne experiências em jornalismo, entretenimento, variedades e assessoria de imprensa. Essa atuação em diferentes frentes permite o contato com fontes, jornalistas, assessores e profissionais de diversas áreas da comunicação.

Sua passagem pela Revista Påhnorama, como colunista e conselheiro deliberativo, e sua atual atuação como colunista do Sou Mais Pop fazem parte desse percurso.

Em um jornalismo cada vez mais tecnológico, sua trajetória reforça uma ideia simples: ferramentas podem ajudar a produzir e distribuir informação, mas a capacidade de ouvir, compreender e estabelecer relações continua sendo essencial para quem trabalha com comunicação.

Quem é Maty Reis?

Maty Reis é jornalista, colunista e assessor de imprensa, com atuação nas áreas de entretenimento, variedades e comunicação. Atualmente é colunista do portal Sou Mais Pop e possui passagem pela Revista Påhnorama, onde atuou como colunista e conselheiro deliberativo.

Fonte complementar: Mel Recalde — jornalista e arquiteta de posicionamento.

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