A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21), durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo realizada em sua residência, localizada em um condomínio de alto padrão em Barueri (SP). A empresária é apontada como principal alvo da investigação, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com informações do Ministério Público, Deolane estaria envolvida em movimentações financeiras destinadas a integrantes da família de Marcola, apontado como líder da facção criminosa. As investigações indicam que contas pessoais da influenciadora teriam sido utilizadas para transferências de valores oriundos de uma transportadora de cargas suspeita de operar como empresa de fachada para ocultação de patrimônio da família Camacho.
Ainda segundo as autoridades, a popularidade da influenciadora e seu alto padrão de vida teriam sido usados para dificultar o rastreamento das movimentações financeiras milionárias. Além do mandado de prisão, a Justiça autorizou o bloqueio de mais de R$ 300 milhões em contas ligadas aos investigados, além do confisco de veículos de luxo avaliados em aproximadamente R$ 8 milhões.
A prisão acontece um dia após o retorno de Deolane ao Brasil. A influenciadora estava na Itália e, segundo informações divulgadas, chegou a ter o nome incluído em alertas internacionais antes de desembarcar no país na quarta-feira (20), às vésperas da operação.
<img class="size-full wp-image-711023" src="https://egobrazil.com/wp-content/uploads/2026/05/Deolane-Bezerra-deixa-sede-da-policia-civil-em-SP-apos.webp" alt="Deolane Bezerra - Foto: Eduardo Martins / Brazil News" width="1600" height="1065" /> Deolane Bezerra - Foto: Eduardo Martins / Brazil News
Outros alvos da investigação
Além de Deolane Bezerra, a operação também cumpre outros cinco mandados de prisão preventiva. Entre os investigados está Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, considerado o principal líder do PCC, que já cumpre pena no sistema penitenciário federal.
A ação também tem como alvos familiares do criminoso, incluindo o irmão e o sobrinho do traficante: Alejandro Camacho, conhecido como “Júnior”, e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Assim como Marcola, Alejandro também está preso em Brasília. Segundo os investigadores, o grupo teria utilizado uma empresa do setor de transportes como mecanismo para movimentar recursos ilícitos e lavar dinheiro.
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