09/08/2019

Simpatia, dança e representatividade: conheça o Funtastic

Simpatia, dança e representatividade: conheça o FuntasticPublicado em 9 ago, 2019 - 15:52 por Rennan Leta

Estilo, irreverência, simpatia e muita musicalidade. O grupo Funtastic vem ganhando cada vez mais notoriedade por conter essas características tão marcantes. Jhury Nascimento, Edson Bibiu, Lucas Oliveira e Thiago Basseto estão no mundo da música há bastante tempo e já foram bailarinos de Anitta, Ludmilla e Valesca Popozuda. Entretanto, em 2017, resolveram se juntar para gravarem um vídeo de dança. Logo veio o clamor dos fãs e a ideia de criarem a própria banda – a primeira banda gay do Brasil, segundo eles.

A mistura do pop com o funk traz ao público uma musicalidade dançante e um show completamente performático. Após dois anos juntos, muitas experiências legais, como o lançamento de música com a Ludmilla e participação na Parada do Orgulho LGBTQ de Copacabana 2018. Um sonho a ser realizado é participar da Parada de São Paulo. Neste ano, o Funtastic fez show na pré-Parada e se surpreendeu com a recepção em outro estado: “a gente não imaginava que o nosso som já estava chegando em São Paulo, com o público cantando durante o show. Foi lindo“, disseram os artistas, que estarão novamente no desfile por Copacabana.

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O ano de 2019 ainda guarda muitas emoções para o grupo e seus fãs. Em agosto sairá uma nova música solo com produção da Hitmaker. Além disso, um aguardado feat será lançado para ser a “cereja do bolo” deste ano.

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Luta contra o preconceito

Um ponto muito tocado pelos integrantes da Funtastic é a luta contra o preconceito. Para Jhury, a quebra de barreiras acontece quando eles não escondem quem são: “o preconceito existe. Mas acho que quanto mais a gente colocar a cara, mais vai diminuir. A gente tem que vir maquiada, vir com cabelo sim. Porque se uma pessoa heterossexual tem o direito de se vestir como quer, eu também tenho. Acho que o ponto principal é o respeito. Fora isso, é também não ligar para tudo, para o que os outros dizem“, disse.

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Além disso, há o papel de representatividade: “a gente está representando uma galera que não estava tão representada assim. Hoje temos Drags famosíssimas, como a Glória (Groove) e a Pabllo (Vittar), que se vestem de mulher. Então quando vamos na balada, têm vários garotos vestidos de mulher. Mas tem gente que não quer ser mulher, quer ser igual ao Jhury, só afeminado. Botar uma maquiagem e se sentir representado. Nossos fãs falam isso pra gente. Isso é muito maneiro, ter a nossa galera, um público afeminado que não precisa se montar de mulher para se sentir representado“, afirma Edson Bibiu.