Shawn Mendes protesta contra mudanças climáticas em show em SP


Cantor canadense de 21 anos se esforça para se mostrar artista completo e maduro. Com piano, violão e guitarra, Mendes se destaca nos agudos.

Shawn Mendes protesta contra mudanças climáticas em show em SPPublicado por Redação BR em 30 nov, 2019 - 5:55 - Foto: Fábio Tito

No soul suave de “Lost in Japan” ou no pop pulsante de “There’s nothing holding me back”, Shawn Mendes é o mesmo no palco: sobram performance e simpatia e falta alcance vocal.

Ele não canta mal, mas começou o show no Allianz Parque nesta sexta-feira (29) contido na voz. E instrumentos e gritos da plateia muitas vezes ofuscaram o cantor. Ele ainda toca na cidade no sábado (30) e no Rio de Janeiro, na terça-feira (3).

Mas Mendes é bom nos agudos e brincadeiras vocais. Quando vai para as notas que o deixam confortável, sua voz domina o estádio.

 

 

Gratidão em português

Ele preparou uma série de mini discursos entre as músicas. Com lições sobre gratidão e felicidade, deu a dose de emoção que os 35 mil fãs esperavam.

Mendes joga com sorriso largo, simpatia e interações em português para conduzir o público como bem quer.

“Eu tenho gratidão por vocês, eu te amo”, disse com sotaque português – o pai dele é de Portugal.

 

Romântico sim

Shawn alternou guitarra e violão, mas é no piano que ele ele brilha

Foi à frente do instrumento e sob uma rosa neon que ele jogou uma cantada para o público antes de mudar o tom do show.

Jurou que não diz a mesma conversinha para todas antes de se declarar para a plateia: “me sinto amado no Brasil porque vocês são acolhedores e me aceitam”. E depois empacotou uma série de músicas sofridas.

Só assim, com versões curtíssimas, para cantar as 26 músicas de seu setlist durante duas horas.

 

 

 

Maduro também

O cantor inverteu expectativas. Passou rapidamente pelo mega sucesso “Señorita”, com uma versão introspectiva de poucos segundos ao piano e deixou o público com o refrão chiclete entalado na garganta.

Ao invés disso, seguiu com um rock menos conhecido. O ritmo do show caiu, mas ele não se importou. Estava envolvido com guitarras e baterias curtindo o próprio som.

Aos 21 anos, não quer ser visto como um menino que canta pop. Mesmo para os hits mais chicletes, como “Treat you better”, se empenhou para mostrar que sabe conduzir solos e apresentar versões mais maduras de seus hits.