Por que casos de Fertilização in Vitro, como o da Amy Schumer, podem causar hematomas?



Por que casos de Fertilização in Vitro, como o da Amy Schumer, podem causar hematomas?Publicado por Parceiro Dino em 23 jan, 2020 - 14:21 -

Rio de Janeiro, RJ 23/1/2020 – Em geral, os hematomas são devidos às injeções para estimulação dos ovários, que podem deixar hematomas quando a injeção atinge algum vaso sanguíneo.

A Fertilização in Vitro, mais conhecida como procedimento FIV, cresce de forma frequente no mundo, nos últimos anos. Isto porque é uma técnica que já é vista como desmistificada, que tem se mostrado segura e eficaz, e pela maior acessibilidade financeira, com custos mais acessíveis, facilidades de pagamento, e outros motivos. Ainda que segura, a fertilização como se trata de uma técnica como quaisquer outras, pode causar efeitos colaterais. Recentemente, a atriz e roteirista Amy Schumer revelou em suas redes sociais os hematomas, por exemplo, que o procedimento de reprodução assistida lhe deixou. 

Na imagem, é possível ver as marcas da cesárea e os roxos devido a aplicação das injeções sobre a paciente.

“Em geral, os hematomas são devidos às injeções para estimulação dos ovários, que podem deixar hematomas quando a injeção atinge algum vaso sanguíneo, como qualquer outra injeção. Esse processo de injeções dura em média 9 a 14 dias”, explica a ginecologista e especialista em reprodução humana, Dra. Beatrice Nuto Nóbrega.

Atualmente, a Fertilização in Vitro é a mais eficaz, sendo indicada nos casos de obstrução das trompas, alterações graves no sêmen, endometriose, idade materna avançada, necessidade de avaliação genética dos embriões antes da implantação e nos casos de falha de tratamentos anteriores, entre outras indicações.

Para entender os diversos efeitos colaterais que a paciente possivelmente pode sentir, a ginecologista Beatrice Nuto Nóbrega ainda lista as mais frequentes, como: 

  • instabilidade emocional (irritação ou choro fácil);
  • dor de cabeça;
  • dor nos seios;
  • náusea;
  • e efeitos mais abdominais, como dor ou hematoma nos locais de aplicação das medicações (subcutâneas), sensação de inchaço na barriga, cólicas leves e prisão de ventre.

O que é a Fertilização in Vitro?

Segundo a médica, a Fertilização in Vitro, (FIV), é um tratamento de reprodução assistida em que os gametas feminino e masculino (óvulo e espermatozóide) se encontram fora do corpo da mulher, isto é, dentro do laboratório.

O que diferencia a FIV e Inseminação Artificial?

Beatrice explica que a inseminação artificial ou inseminação intrauterina consiste na utilização de hormônios para induzir a ovulação, acompanhada com ultrassonografia seriada. No entanto, a dose de medicação utilizada é bem menor que a fertilização, pois nesse caso busca-se o crescimento de poucos folículos, em geral 1 a 2, podendo inclusive ser utilizada medicação via oral. Durante o acompanhamento com ultrassom, quando atingimos o período fértil, é agendada a inseminação intrauterina. Para esse procedimento, o homem faz a coleta do sêmen, como em um espermograma, e é realizado um processo de capacitação espermática, que concentra os espermatozoides móveis. Após isso, um cateter é introduzido por dentro do colo do útero, guiado por ultrassom, e os espermatozóides são depositados no fundo do útero, próximo às trompas. Dessa forma, os espermatozóides ainda precisam nadar pelas trompas até o óvulo, ser capaz de fertilizá-lo, e a trompa precisa trazer o embrião para dentro do útero.

A fertilização in vitro é, portanto, um tratamento mais complexo, com mais medicações e mais uso de tecnologia que a inseminação. Dessa forma, deixamos menos trabalho para a “natureza agir” e conseguimos controlar mais etapas, o que se reflete em maiores chances de sucesso.

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