Peça: Gatao de Meia Idade

               Peça: Gatao de Meia IdadePublicado, 30 jan, 2018 - 14:57 por Redação BR

RIO — Mais de 30 anos se passaram, mas os dilemas vividos pelo Gatão de Meia Idade, icônico personagem criado por Miguel Paiva, continuam atuais. Nascido nas tirinhas de jornal, ele ganhou os livros, o cinema e, no ano passado, chegou ao teatro, em São Paulo. Sem o tradicional rabinho de cavalo, mas com charmosos fios grisalhos, ele será vivido pelo ator Oscar Magrini no espetáculo “Gatão de Meia Idade, a peça”, que estreia temporada carioca amanhã, no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea

Fiquei muito feliz com o convite do diretor Eduardo Figueiredo e do produtor Maurício Machado para fazer o espetáculo. Ficamos dois meses em cartaz em São Paulo, viajando por algumas cidades, mas estávamos ansiosos para estrear no Rio. Aliás, essa é uma peça carioca — conta Magrini, que divide o palco com a atriz Leona Cavalli.

A história é inspirada no livro “Cama de gato, histórias de cama do Gatão de Meia Idade”, de Miguel Paiva, e adaptada por ele mesmo para os palcos. O bem-humorado personagem passa pelas aflições e anseios da vida de um homem na faixa dos 50 anos que não sabe viver sozinho. Ele tenta, de todas as formas, conseguir uma companheira.

— Eu sou casado há 28 anos, mas é diferente do Gatão, porque ele foi casado e depois se separou. E ele tenta encontrar o par romântico, a cara-metade, só que é muito difícil. Então, se relaciona com oito mulheres. As personagens são muito bem interpretadas pela Leona. Tem tudo que é tipo de mulher, com várias características, e quase nenhuma dá certo. Afinal, qual é a mulher perfeita? Qual é a mulher ideal? — questiona o ator.

Nesses encontros e desencontros durante a busca pela pessoa ideal, o Gatão vai se deparando com mulheres muito diferentes entre si. Uma mais divertida do que a outra.

— Estou adorando fazer uma comédia romântica, encarando o desafio de viver oito mulheres tão diferentes e, ao mesmo tempo, comuns. Tem a carente, a alérgica, a ciumenta, a dominadora, a que tem mania de limpeza… O público se identifica e se diverte. E eu também — diz a atriz, enfatizando que esta experiência é diferente de tudo o que já fez. — Vinha de uma temporada de quase três anos interpretando Frida Kahlo no teatro. Estava com vontade de fazer comédia.

O elenco conta ainda com o ator ventríloquo Yakko Sideratos, que manipula um boneco. Na história, ele é uma espécie de consciência do Gatão.

 

PEÇA GATAO DE MEIA IDADE— A peça é leve, divertida e inspirada na linguagem dos quadrinhos. Ao mesmo tempo, traz à cena conflitos contemporâneos das relações entre homem e mulher, questões e paixões nossas de cada dia. Tudo com muito humor — destaca Leona.

 

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