Fábrica de Hit: Mc Binzinho fala sobre a carreira

Jovem artista do funk deu entrevista exclusiva

Fábrica de Hit: Mc Binzinho fala sobre a carreiraPublicado em 13 abr, 2019 - 2:45 por Rennan Leta

O funk carioca revela talentos a todo momento. O ritmo dançante, que hoje é tocado aos 150BPM, segue em crescimento e dando oportunidades a quem não era ouvido. Uma das sensações do funk atualmente é o Mc Binzinho, que completou 18 anos em março e coleciona participações em podcasts dos melhores DJ’s da cidade.

O nome real é Yuri Mota, mas o vulgo de Mc veio a partir do seu pai, conhecido como Binho, e um dos grandes produtores do funk carioca. Yuri teve contato com o ritmo da favela desde que nasceu. Por isso a sua carreira começou cedo: aos 13 anos já estava cantando em São Paulo com o Mr. Catra, apresentação que ele diz ser a mais marcante até hoje.

“O show que foi mais marcante para mim até hoje foi em São Paulo junto com o Mr. Catra. Eu tinha 13 anos e estava em cima do palco com ele, foi uma conquista surreal” Mc binzinho

 

Apesar da pouca idade, Binzinho tem sonhos altos e usa a sua arte para mostrá-los. Suas letras vão desde uma pegada mais crítica, como no ‘Medley Realidade de Favela’ com o DJ Gabriel do Borel, à diversão e ousadia em músicas como a adaptação ‘Tão natural’ com o DJ FP do Trem bala. Seu mais recente lançamento foi ‘Quem foi que disse que ia dar errado?’, em uma parceria com o DJ Pedro Henrique.

Se hoje o funk carioca é visto por muitos como “ritmo de DJ”, Binzinho acredita que um acaba fortalecendo o outro: “os DJ’s precisam da nossa voz para fazerem as músicas, assim como nós precisamos deles. É um ajudando o outro. Se o mundo funk se organizar e se unir da forma que tem que ser, tem trabalho para todo mundo”, afirma.

Conhecido por ser uma “fábrica de hit”, o Mc disse que ficou desacreditado quando viu a sua primeira música estourar, mas que o sentimento maior foi uma felicidade que não tem explicação. O maior objetivo de sua carreira, segundo ele, é dar uma casa para a mãe. O pedido para esse novo ciclo após a maioridade é de muita paz: “muita paz e que o mercado do funk possa se expandir mais e mais. Que não me falte trabalho nunca”, desejou.

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