Lorena Marin Caruso cria marca que exalta o tupi-guarani

               Lorena Marin Caruso cria marca que exalta o tupi-guaraniPublicado, 5 maio, 2019 - 17:17 por Vanessa Haddad

Engenheira de formação e especializada em Moda e Marketing Estratégico, a empresária Lorena Marin Caruso está resgatando as raízes dos povos sul-americanos. Ela criou uma grife de moda, a Tóry Moda, que traz dizeres em tupi-guarani, termo genérico para um grupo de línguas indígenas da América do Sul e uma das oficiais do Paraguai.

“A marca revolucionou não só a forma de entender a moda, mas também auto-interesse na língua materna que, entre os brasileiros, é o Guarani. A tendência no mundo fashion é expressar-se com uma mensagem importante”, acredita a empresária.

A paraguaia Marin tem uma vida ligada ao empreendedorismo industrial da moda há 18anos, fabricando polos e camisetas com o mais durável e suave algodão. O gosto pela costura veio de berço.

“Desde a infância, eu me animada nos dias que eu podia acompanhar a minha mãe em uma grande costura de uma indústria de prestígio, espacializada em camisas de corte perfeito. Eu cresci entre essas máquinas de costura e rolos de tecido. Gostava de ver as pessoas com roupas de cada nova coleção”, relembra a empresária.

Hoje, a paraguaia detém vários prêmios importantes, incluindo o mais recente “2018 Business Excellence CONACYT”. A empresária é muito comprometida com o crescimento do setor da moda na América Latina. Seja, por meio de contribuições constantes através de seminários, workshops e exposições.

Com foco em palavras doces e exóticas no tupi-guarani, a marca criou um conceito de boa qualidade em peças de vestuário que cativou a capital paulista.

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“Por outro lado, criatividade e tradição andam de mãos dadas em cada uma das camisas polos que vendemos com a nossa assinatura que não devemos perder de vista”, afirma a Marin, que se intitula empreendedora social:

“Nos últimos 10 anos, fizeram-nos líderes na Avaliação Mundial sobre Povos Indígenas e da língua Guarani. Temos camisas polos bordadas no peito, com palavras como ‘paz’ (Py’aguapy) e ‘eu te amo’ (Rohayhu), entre outras tradicionais”.

A empresária diz ainda que a ONU proclamou 2019 como o Ano Internacional das Línguas Indígenas, com o objetivo de “chamar a atenção para as graves perdas de línguas indígenas e a necessidade urgente de preservar, revitalizar e promovê-los, sendo assim a empresa contribui para esta causa.

Vale destacar que engenheira criou a marca por acaso e sem pretensões.

“Comecei esta aventura industrial com meu marido Caruso, um paulistano autêntico, para o nosso próprio prazer, mas rapidamente percebemos que as pessoas gostaram deste conceito. Hoje estamos em expansão da marca, buscando instalar uma loja temática para viver a experiência completa, através da música, moda e cultura em geral dos povos Indígenas, aberta a alianças em todo o país.

Atualmente, as peças só podem ser adquiridas pelas redes sociais
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