02/12/2018

Leonardo Silva, o ator que vem conquistando seu espaço no meio artistico

Leonardo Silva, o ator que vem conquistando seu espaço no meio artistico

Leonardo Silva começou aos 13 anos no teatro e ao longo de sua carreira acumulou prêmios de destaque e melhor ator. Entre seus mais recentes trabalhos no teatro está a peça “Toda Nudez será Castigada" de Nelson Rodrigues com direção de Carolina Guimarães e Vitor Moreno (2018), que além de ator foi o realizador também. "A via Crucis do Corpo” de Clarice Lispector (2017) dirigido por Adriana Pires e ” Sonho de uma noite de verão” W. Shakespeare (2017) com a direção de Eliete Cigarini. Fez uma participação na novela CARINHA DE ANJO do SBT em 2017 e em 2018 gravou o seu primeiro longa metragem: “Bia 2.0″pela Fat Bear Produções, que estará em dezembro nos cinemas.

Indicado como melhor ator coadjuvante no 5° festival de cinema internacional do Rio de Janeiro, pelo filme Bia (2.0) e vencedor do 18° Anual Prêmio Cenym de Teatro, pela realização da peça “Toda Nudez será castigada” de Nelson Rodrigues.

– Fale um pouco sobre sua infância:
Sempre fui da área  das artes.  Escrevia em diários, como se tivesse escrevendo livros e sempre aumentava alguma coisa pra ficar mais emocionante. Já  quis ser cantor,  escrevia músicas,  cantava e gravava no CD (ainda bem que desisti da carreira  musical) Grande parte da minha adolescência escrevia  histórias e meu primo roteirizavam em curtas, pegávamos a câmera e chamávamos  amigos da igreja pra gravar. Fazíamos uma edição,  que pra época  era incrível  e fazíamos estreias dos
filmes. Parodiávamos alguns clips da época e na cidade éramos  muito  conhecido  pelos filmes e vídeos.  Assim foi dos meus treze anos até  meus dezessete e depois vim pra São Paulo me profissionalizar na área.

– Quando o teatro surgiu em sua vida?
No colégio. Eu estudava na sétima  série e tinha treze anos.  Um dia o grupo de teatro  entrou na sala de aula para divulgar  a atividade, levando  os alunos que já  faziam parte. Já tinha uma vontade  imensa de atuar,  naquele momento  vi a oportunidade de conhecer mais e ver se realmente  aquilo era pra mim.

– Quando e como foi a sua estreia como ator? Qual foi a sensação de atuar pela primeira vez?

Foi em 2007. No mesmo ano que havia entrado pro grupo de teatro. Era uma peça  de fim de ano.  No Teatro municipal de Sertãozinho. Um teatro grande e com a plateia cheia de amigos do colégio, professores e familiares. Estava uma pilha.  Mas doido para ser aplaudido. Assim que entrei no palco bateu uma ansiedade gigante,  queria sair correndo dali.  Estar no palco é  uma exposição muito  grande,  todos os olhos estão  pra você. E as pessoas  estão  esperando  algo de você,  no mínimo  que você  conte aquela história.  Foi ali que senti o peso e a responsabilidade dessa profissão.

– Tem preferência por representar algum tipo específico de personagem?
Adoro o expressionismo no Teatro,  o absurdo. O realismo no Teatro não  me atrai muito. Gosto de personagens com paixão, obsessivos.  Seja pela vida,  seja pela morte. Personagens que, por mais absurdo  que seja aquilo pelo o que ele luta, faz aquilo com tanta verdade  que a plateia acaba torcendo por ele.

– Quais são os atores de teatro que você admira?
A minha inspiração  no teatro atual tem sido a Débora  Falabella . Tem sua própria  Cia de Teatro. Uma artista  que não  sai dos palcos, mesmo fazendo muita televisão  e cinema. E é  gigante  no que faz. Sempre surpreende.

– Nos fale mais sobre o longa “Bia (2.0)” que estreia agora em dezembro nos cinemas
Bia (2.0) é um filme leve e pra família, foi um prazer fazer desde o dia do teste até o ultimo dia de gravação. Contracenei com um dos atores que admiro muito desta nova geração que é o Ghilherme Lobo ( Hoje eu quero voltar sozinho,2014). A história é voltada na personagem Bia ( Maju Souza) que está tentando retomar a sua vida depois de flagrar o seu namorado com outra. Meu personagem é o espalhafatoso Fabiba que trabalha na floricultura da mãe de Bia, o humor dele é bem ácido e sempre traz a comicidade na película. Garanto boas risadas! Vale a pena conferir! Por ser uma produção independente o longa fechará as sessões nos cinemas caso um limite mínimo de ingressos sejam comprados, já temos duas sessões fechadas em São Paulo( 05/12 e 12/12) no Itaú Augusta e uma sessão 05/12 em Brasília.

Segue abaixo link de compra pra quem estiver em alguma das duas cidades e também.

O trailer oficial
https://kinorama.co/filme/bia-2-0/
https://www.youtube.com/watch?v=ealsf2kp4zU

– Como foi levar o prêmio de Melhor Cia de Teatro (Cia Lâmina) pela peça “Toda Nudez Será Castigada” de Nelson Rodrigues no grande prêmio Cenym de Teatro 2018 ?
A Indicação já foi algo inesperado. Sonho com a realização desta peça desde meu primeiro contato com os textos de Nelson Rodrigues e este em específico me chamou muita atenção desde a primeira leitura com o diretor paulista Marco Antônio Braz.

Quando vi a oportunidade de realizar a obra , não pensei duas vezes! Convideis os diretores (Carolina Guimarães e Vitor Moreno) e realizei os testes para os outros personagens.

A temporada foi incrível, sempre casa lotada. Os textos amargos e dramáticos de Nelson, sempre chamam atenção do público. A paixão colocada no palco, tanto como produtor, tanto como ator atraiu a indicação do prêmio e consequentemente a vitória! A Cia Lâmina de teatro, composto por mim, e as atrizes Viviane Monteiro e Giovanna Koyama , é ainda uma companhia que está se estruturando, temos apenas 1 ano e meio em atividade, e duas peças realizadas: “A via Crucis do Corpo” de Clarice Lispector (2017) dirigido por Adriana Pires e esta que nos deu o título de melhor Cia pelo prêmio Cenym 2018. Ser reconhecido desta maneira, em tão pouco tempo de atividade nos faz ter a certeza que estamos no caminho certo.

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