Com a falta de casas noturnas LGBTQ+ Juliana Drag vira DJ



Com a falta de casas noturnas LGBTQ+ Juliana Drag vira DJPublicado por Redação BR em 14 jun, 2019 - 19:17 / Creditos

Em um bate papo com o EGOBrazil, a veterana de Campinas, nos contou que começou a fazer show entre 2002/2003 e se destacou por ser umas das únicas drags no interior paulista com uma vertente totalmente pop (na época a grande maioria eram top drags, andróginas ou bate cabelo) ela participou de concursos e ganhou alguns, como “novos talentos” e Miss Campinas Dublagem.

A noite era muito glamorosa para nós Drags no começo dos anos 2000, muitas viagens , éramos mais valorizadas e as pessoas aguardavam ansiosamente o horário do shows nas boates para nós assistir , mas infelizmente a noite foi mudando ao decorrer do tempo e os show foram e estão cada vez mais extintos na noite LGBTQ+

MIGRAÇÃO PARA DRAG DJ

A alguns anos atrás o Dj César Machia me incentiva a aprender a tocar mas na época não me interessei por não me interessar intensamente pela cena eletrônica , mas dentre as mudança na noite LGBTQ+ uma delas foi a invasão das festas pop, abrindo espaço para estilos musicais nacionais e internacionais (ritmos e musicas que sempre me fascinaram)

Com isso juntei o útil ao agradável, com a extinção do Show comecei a tocar para me manter na cena e de alguma forma continuar a fazer o que sempre amei (agora de forma diferente) que é entreter as pessoas.

Mas que fique claro que amo performers o palco é meu grande amor, mas tem sido maravilhoso se reinventar 18 anos depois e de qualquer forma quando estou discotecando também estou me apresentando.

 

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Muito obrigada ao EGOBrazil por esse espaço.