10/09/2018

Já é possível ter um armário sustentável em Belo Horizonte

Já é possível ter um armário sustentável em Belo Horizonte

Dress and Fun une consumo consciente e economia compartilhada a itens de designers internacionais

O conceito de Economia Sustentável é amplo e possui diversas abordagens, sendo, em geral, visto como um conjunto de práticas que levam em conta não só o lucro, mas também a qualidade de vida dos indivíduos e o consumo de maneira consciente. Entretanto, essa maneira de pensar nem sempre é levada em consideração, principalmente quando o assunto é vestuário. Segundo dados da Ellen MacArthur Foundation, publicados em novembro de 2017, o correspondente à carga de um caminhão de roupas é perdido a cada segundo no mundo e menos de 1% dos materiais utilizados na produção são reciclados.

Foi por meio desses questionamentos que a empresária mineira Graziela Bicalho resolveu transformar seu desejo por um mundo mais sustentável em business. “Sempre questionei a velocidade das mudanças no universo da moda e a facilidade com que peças em perfeito estado são descartadas pelo simples fato de serem coleções anteriores. Nunca concordei em usar um vestido uma única vez e, em seguida deixa-lo esquecido no fundo do armário. Passei a fazer esse questionamento no meu ciclo de amizades. Percebi que essa questão incomoda também à maioria das mulheres com as quais convivo. Foi a partir daí que comecei a observar a mudança que vem ocorrendo nos países desenvolvidos e  a tendência no que diz respeito à economia circular e compartilhamento. Depois de muita  pesquisa, veio a ideia de criar a Dress and Fun”, conta.

Muito mais que uma loja de aluguel de vestidos especiais, a Dress and Fun surgiu de uma necessidade pessoal de reorganizar hábitos de consumo tão descartáveis. “Nos dias atuais, a propriedade está se tornando mais irrelevante do que nunca. Observamos a velocidade com que aderimos à Uber, Spotify, AirBnb… A Dress and Fun trabalha com um conceito especial e busca, como objetivo, fazer com que o produto (no caso o vestido) circule e seja utilizado no seu mais alto grau de utilidade”, ressalta.

Com um acervo próprio de 200 diferentes modelos de vestidos casuais e de festa, nacionais e internacionais, como Roberto Cavalli, Herve Leger, Agilittá e Printting…, a marca foca em exercitar a consciência de uma economia circular em seus clientes. “Ter um armário sustentável não significa apenas comprar roupas de marcas sustentáveis. E é isso que quero passar para as pessoas”, finaliza a empresária.