Hulisses Dias: empresário e investidor


Com o objetivo de democratizar o acesso e conhecimento sobre o mercado de ações, Hulisses acredita que os jovens investidores são os novos perfis da Bolsa de Valores.

Hulisses Dias: empresário e investidorPublicado por Pedro Araujo em 27 fev, 2019 - 12:00 -

Segundo o balanço de janeiro da Bovespa, cerca de 51,11% dos investidores pessoas físicas têm idade abaixo dos 45 anos. “O nome Bolsa de Valores ainda é quase um tabu para o brasileiro”. É assim que o investidor profissional e mentor financeiro, Hulisses Dias, enxerga a relação entre os brasileiros e o mercado de investimentos. A ideia de chegar a 1 milhão de investidores no Brasil passa diretamente por um plano estratégico e bem definido. O ponto de partida é o mundo digital. Por esta razão, “Tio Huli” atua de forma bastante ativa nas redes sociais, principalmente no Instagram.

Recentemente a Bovespa vem batendo recordes com a entrada de novos investidores devido ao ingresso de jovens no mercado de ações, na maioria dos casos. Para efeito de comparação: o mês de janeiro fechou com o recorde de 859 mil participantes pessoas físicas. Destes, mais da metade têm menos de 45 anos. As informações são do balanço de janeiro da B3.

Os dados apontam um crescimento de 237 mil novos investidores deste tipo em um ano, o que representa alta de 38% em relação ao primeiro mês do ano passado. Ao todo, 23,59% dos investidores pessoas físicas têm de 26 a 35 anos, enquanto 27,52% estão na casa dos 36 a 45 anos. Obviamente, a alta do Ibovespa tem sido um dos responsáveis pelo aumento do número de investidores. O principal índice da bolsa já acumula alta em torno de 10% no mês de janeiro e está mais próximo dos 100 mil pontos.

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Há, ainda, outros fatores que contribuem para esse crescimento acelerado do número de pessoas físicas investindo na Bolsa. A manutenção da Selic em baixa, o que reduz a rentabilidade de outras aplicações, figura como uma das razões. A expectativa do mercado em relação ao cenário econômico do país também melhorou. Porém, o ponto da virada para que o número de pessoas físicas começasse a subir na Bolsa de Valores foi a facilidade no acesso às informações sobre o mercado de capitais.

 

Segundo Hulisses Dias, conhecido nas redes sociais como “Tio Huli”, a participação ativa de investidores nas redes sociais tem levado um número cada vez maior de jovens a se interessarem pelo assunto. “As pessoas começam a entender que guardar dinheiro pode até ser bom, mas investir é muito melhor. Quando elas percebem a rentabilidade de ações ou títulos em comparação com a poupança, por exemplo, ficam muito mais tranquilas em a possibilidade de investir”, comenta o especialista.

Ainda de acordo com o relatório da B3, as pessoas físicas na bolsa respondem por 20,8% do volume. Uma parcela de 1,3% do total negociado está nas mãos de empresas, 4,7% pertence a instituições financeiras e 28,7% a investidores institucionais. Os estrangeiros têm a maior fatia: 44,4%.

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Existe uma movimentação de investidores engajados para que o Brasil alcance o número histórico de um milhão de pessoas físicas investindo na Bolsa. Dividido entre as análises do mercado e as publicações em seu perfil no Instagram, Hulisses Dias é um deles. “O objetivo é democratizar os conhecimentos sobre o mercado de ações. É fundamental entender as diferenças entre os investimentos. Há prazos curtos, prazos longos, mas há também os flexíveis. O investidor pode retirar seu dinheiro quando achar que vale a pena”, afirma.

A organização de eventos como o “Mentes Ativas, Rendas Passivas” surge como uma espécie de coringa. Primeiro porque acaba servindo como uma extensão do mundo digital, onde seu público consegue materializar a realidade expressa em seu conteúdo. Segundo por atrair também um público novo, ou seja, um perfil de jovem que ainda não o acompanha na internet. Para Tio Huli, porém, tudo isso “é só o começo”. Essas ações ainda devem ganhar a companhia de produtos digitais, como workshops e e-Books.

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