Deixar o celular na cabeceira parece um hábito simples, mas a proximidade do aparelho pode fazer com que a conexão continue mesmo depois de o dia terminar. Para crianças e adolescentes, ter dispositivos dentro do quarto significa manter à disposição notificações, mensagens, vídeos, jogos e redes sociais durante o período reservado ao sono.
O assunto ganhou atenção em pesquisas sobre comportamento digital porque o aparelho não precisa necessariamente estar sendo utilizado durante horas para interferir na rotina. Sua presença facilita o acesso e pode estimular novas consultas quando uma notificação aparece ou quando surge a vontade de verificar alguma atividade.
Um estudo publicado pela Academia Americana de Pediatria encontrou associação entre a presença de pequenas telas no ambiente de sono e menor duração do descanso entre crianças. A pesquisa analisou estudantes e observou também maior frequência de sensação de sono insuficiente entre aqueles que dormiam próximos de dispositivos.
Pesquisas mais recentes continuam tratando a presença de aparelhos no quarto como um ponto relevante. Um relatório técnico da mesma instituição aponta que dispositivos mantidos próximos durante a noite podem facilitar o acesso e estão associados a maior tempo de tela e menor duração do sono.
Isso não significa que deixar um aparelho no quarto seja, isoladamente, a causa de um problema de sono. A rotina de cada criança ou adolescente envolve diferentes fatores. O dado mostra, porém, que o ambiente em que o sono acontece também merece atenção.
Uma mudança simples pode ser estabelecer que celulares, tablets e outros dispositivos passem a noite fora do quarto. Em famílias com adolescentes, essa decisão pode ser combinada previamente para evitar conflitos e deixar claro que o objetivo é preservar o período de descanso.
O Brazil Em Evidência acompanha temas ligados à saúde e ao comportamento e também publica conteúdos que mostram como diferentes aspectos da rotina podem influenciar crianças e jovens. Em uma publicação sobre atividades voltadas ao acolhimento de crianças e adolescentes, o portal abordou a participação das famílias em uma atividade de um serviço especializado.
A relação familiar também aparece quando o assunto é tecnologia. Limites costumam funcionar melhor quando são acompanhados por diálogo e quando os adultos participam das mudanças.
Outra medida possível é definir um período de transição antes de dormir. Em vez de sair diretamente de um jogo, conversa ou vídeo para a cama, a criança pode ter alguns minutos para tomar banho, organizar o quarto, ler ou conversar.
A Academia Americana de Pediatria recomenda uma rotina de sono que inclua atividades tranquilas e evite o uso de mídia eletrônica antes de dormir.
A medida pode ser adaptada à idade. Crianças menores dependem mais dos responsáveis para organizar os horários, enquanto adolescentes podem participar diretamente da definição das regras.
Também vale prestar atenção ao que acontece quando o aparelho é retirado. Se a criança demonstra grande dificuldade para interromper o uso ou se o dispositivo passa a ocupar quase todos os momentos livres, a família pode conversar sobre a necessidade de reorganizar a rotina.
A tecnologia continua presente e pode ter funções positivas. O problema aparece quando a conexão impede que outras atividades encontrem espaço. Tirar o celular da cabeceira não resolve sozinho todos os problemas relacionados ao sono, mas pode ser um passo para separar o momento de estar conectado do momento de descansar.
Conteúdo produzido por colaborador do EGOBrazil e revisado pela equipe editorial antes da publicação. As informações seguem os critérios e padrões editoriais adotados pelo portal.
© EGOBrazil. Todos os direitos reservados. A reprodução total ou parcial deste conteúdo sem autorização prévia e por escrito é proibida.
Fique por dentro!
Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga o EGOBrazil no Instagram.










