19/02/2019

Conheça a carreira de Priscilla Campos

Conheça a carreira de Priscilla CamposPublicado em 19 fev, 2019 - 13:19 por Rafael Correia

Aos 27 anos de idade, Priscilla Campos, iniciou na carreira de atriz com apenas três anos de idade fazendo comerciais e publicidade. No ano de 1999 estreou em Malhação, em 2000 foi protagonista do programa “Teca na TV no canal futura onde se destacou durante oito anos com muito sucesso.

Atuou na novela Floribellla , no cinema fez Gatão de meia idade e ainda fez várias participações no programa Gente Inocente prestando algumas homenagens como: as Frenéticas onde cantou um dos grandes sucesso do grupo e recitou um monólogo reverenciando a atriz Christiane Torloni que na época estava em cartaz no teatro com o espetáculo “Joana D’arc”.

Moradora da cidade de Niterói no Rio de Janeiro essa jovem talentosa atriz e cantora que durante anos se preparou para a arte de interpretar, cursando teatro no Tablado, também fez oficina de vídeo com Cininha de Paula e se aperfeiçoou ainda mais na dramaturgia, canto e dança.

Mãe da pequena Maitê, Priscilla que também ama a arte de interpretar segue atualmente no cenário musical, dentro do segmento sertanejo universitário por influência de seu falecido avô, Sr. João que amava sertanejo das modas de viola.

Dona de uma voz forte e marcante que chama a atenção em todos os locais que se apresenta, essa carioca que está com sua música autoral nas plataformas digitais, “Eu mereço mais” vem sendo considerada por alguns críticos como a cantora de maior destaque na nova geração de cantoras sertanejas. O que a deixa lisonjeada e honrada por fazer parte do sertanejo feminino e ter o apoio do marido seu maior incentivador que a acompanha em todos os shows.

Quando foi o seu primeiro contato com o teatro? Meu primo contato com o teatro foi quando eu era muito pequena, quando eu tinha 3 anos, já fazia ceninhas na escola e a professora falou com minha mãe que tinha que me colocar no teatro, eu fingia que estava desmaiando, fazia essas coisas assim (risos), e aí minha mãe me levou em uma agência, e ai comecei a fazer teatro na Desir, que foi o meu primeiro contato, depois entrei no Tablado, fiz outros cursos, enfim, mais o primeiro contato foi lá na Desir mesmo.

Um de seus maiores sucessos na televisão foi como protagonista do programa “Teca na TV”. Pode contar um pouco mais sobre essa época. Eu tinha 8 anos quando entrei na Teca, e era um teste muito desafiador, porque era um texto de 2 páginas frente e verso, passei depois de uns 2 ou 3 testes, gravei muitos anos e era uma rotina muito intensa, de segunda a sábado a gravação depois da escola, mais era maravilhoso, era minha diversão, as pessoas até brincam falando que eu não tinha infância, mais era o que eu amava fazer. Desses anos todos que gravei, foram 18, 13, 14 anos. No meio de tudo isso veio “Gente Inocente”, que eu gravava Teca e “Gente Inocente” junto, porém em lugares separados, que toda a segunda a gente gravava “Gente Inocente”.

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Durante seu tempo no “Gente Inocente”, chegou a fazer várias homenagens como para o grupo “As Frenéticas”. Como era o seu estudo para representar os clássicos nos dias atuais? Isso era muito legal, porque a gente homenageava atores e cantores consagrados, então quando chegava o texto da cena ou número que a gente ia fazer, assistíamos aquela cena antiga para pegar as referências, e nossa preparação era essa. Assistíamos e tinha um ensaio no domingo antes da gravação, dessa forma fazíamos o laboratório, estudávamos um pouquinho sobre aquele ator e assistia as cenas daquele personagem que íamos interpretar.

Como foi fazer a novela “Floribella”? Foi maravilhoso. Eu já assistia “Floribella” antes de entrar, porque eu entrei na metade, e eu já era fã e tinha amigos que faziam a novela, então quando fui chamada para o teste fiquei muito feliz, passei, foi maravilhoso, foi uma diversão. Contracenei com a Yana Sardenberg, que havia feito “Teca na TV” e “Gente Inocente” comigo há muitos anos, a gente não era do mesmo núcleo, mais nos encontrávamos nos bastidores, não cheguei a fazer muitas cenas com ela, algumas só, mais já éramos amigas de anos. A Eline Porto, que fazia minha irmã, ela era a Juju e eu era a Luli, já éramos amigas também, éramos irmãs na vida, e foi muito especial contracenar com ela.

Qual a influência da música na sua careira e como a sua jornada fonográfica começou? A música desde sempre, porque na Teca eu já cantava, quando descobriram que eu cantava, começamos a fazer uns números musicais, a música de abertura da segunda temporada para a frente. Comecei a fazer aula de canto com 9 anos, a primeira vez que cantei na vida foi no casamento do meu tio e daí não parei mais. Em “Gente Inocente” eu também cantava, com 13 anos eu já fazia alguns showzinhos em lugares no Rio, acompanhada dos meus pais, por causa da idade, fiz teatro musical também. Então a música sempre esteve presente, e agora estou seguindo minha carreira mesmo.

Entre tantos gêneros na música brasileira, o que te levou a seguir o caminho do sertanejo, e qual a importância da representação dele no cenário musical hoje em dia? Hoje em dia, a gente fala que o sertanejo é a nova MPB (risos)! Está bem forte, graças a Deus. O sertanejo universitário, ela pega uma mistura de tudo, um pouquinho de cada ritmo, por isso acho que caiu tanto no gosto popular.

Meu avô gostava muito de sertanejo, desde pequeno, e ele tocava sempre no violão, e a minha primeira influência no sertanejo foi essa. Eu casei com um amante da música sertaneja, meu marido é louco por sertanejo, e ele trouxe de novo o sertanejo para minha vida, sendo um grande influenciador, e já tendo isso na veia, e foi quando eu realmente decidi voltar, e isso foi justamente no período em que as mulheres estavam começando a estourar no gênero.

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Qual foi sua inspiração para fazer a música “Eu Mereço Mais”? Foi esse movimento feminino mesmo. Essa coisa do empoderamento, das mulheres terem a sua voz, foi baseado na minha história, na de amigas, são coisas que realmente a gente vive e que acho que toda mulher passa na verdade, as vezes temos relacionamentos tóxicos e que demoramos para perceber isso, e quando percebemos, temos que dá um ponto final e saber do nosso valor, levantar e falar: “Eu Mereço Mais”, e sair daquela.

Considerada pela crítica como a cantora de maior destaque da nova geração no gênero sertanejo, qual é a responsabilidade que isso acarreta? Isso é muito bacana, é uma responsabilidade grande, e eu nem acho que seja isso tudo (risos). Aqui no Rio, nós temos uma agenda muito legal nesses últimos anos, e fui considerada aqui no Rio de Janeiro como a cantora de maior destaque por isso, e a nossa música também começou muito bem, e acho uma responsabilidade muito grande e termos que continuar fazendo um bom trabalho, agradando e levando alegria para a galera e continuar agradando dessa forma.

O que a maternidade mudou em sua vida? Tudo. A nossa cabeça muda, as prioridades mudam, eu sempre fui ajuizada, agora tenho que ser mais (risos), mais medrosa também, porque agora sou responsável por uma vida, é até assustador isso. Quando eu engravidei eu fiquei: “Carraca! Já não consigo nem ser responsável por mim, e vou ser responsável por outra pessoa”. A gente começa a ver a vida com outros olhos, e muda para melhor, graças a Deus.

O senso de responsabilidade é outro. Você até seleciona mais algumas coisas e fica muito mais focado também para crescer, porque com seu crescimento, o seu filho cresce junto. Então é isso, muda tudo. Só entende quem vive, eu falo que o que a maternidade muda na vida, só entende quem vive, porque eu escutava as pessoas falando e não tinha noção, nem quando a gente está gravida temos noção. Hoje eu vejo tudo com muito mais amor até, a gente passa até a entender nossas mães (risos).

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