Colorado do Brás leva a avenida Dom Sebastião e Madrinha Trans


Escola tenta se manter no grupo de elite, para onde voltou após 25 anos em 2019. Camila Prins é a 1ª madrinha trans em São Paulo; rainha Muriel Quixaba superou acidente 15 dias antes.

Colorado do Brás leva a avenida Dom Sebastião e Madrinha TransPublicado por Redação BR em 23 fev, 2020 - 1:30 - Foto: Marcelo Brandt

A Colorado do Brás levou ao Anhembi o mito de Dom Sebastião e também histórias reais de superação ao desfile da madrugada deste sábado (22), segundo dia do Grupo Especial do carnaval de São Paulo.

  • Camila Prins foi a primeira madrinha de bateria transexual do Grupo Especial de SP na Colorado do Brás
  • A rainha de bateria, Muriel Quixaba, superou um acidente em que bateu a cabeça, teve um espasmo na vértebra e chegou a ficar sem movimento, mas se recuperou.
  • A própria escola superou, em 2019, um período 25 anos fora do grupo de elite do carnaval, onde busca se manter agora.

A escola do Brás foi a segunda a desfilar neste sábado. O asfalto já estava quase todo seco após a chuva anterior, mas durante o desfile voltou a cair uma garoa.

O enredo chamado “Que Rei Sou Eu?” contou a história real e os mitos de Dom Sebastião. O antigo rei de Portugal desapareceu depois de uma batalha no Marrocos. Ele gerou muitas lendas baseadas na esperança por seu retorno.

As alas e carros representaram a trajetória do rei em Portugal, no século 16, e também os boatos que surgiram depois: a aparição como um touro no Maranhão, o refúgio mascarado em Veneza, a fuga para o Vaticano e outras.

A fantasia de Camila Prins representou as pérolas negras e a de Muriel Quixaba, a pureza dos diamantes. Elas estavam à frente da bateria fantasiada comi o exército do sultão da guerra de Alcácer Quibir, onde Dom Sebastião sumiu.

A riqueza não foi só simbólica. A musa foi a ex-BBB Munik. Ela diz que sua fantasia custou R$ 30 mil. Cheia de cristais, a roupa representou um anjo guardião, à frente do terceiro carro da escola.

A Colorado do Brás voltou em 2019 ao Grupo Especial de São Paulo, onde não concorria desde 1993 e nunca foi foi campeã.