10/10/2018

Claudia Liechavicius do blog Viajar pelo Mundo lança livro com dicas de viagem

Claudia Liechavicius do blog Viajar pelo Mundo lança livro com dicas de viagem

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), existem 193 países. Desses, a jornalista, fonoaudióloga e criadora do blog Viajar pelo Mundo, Claudia Liechavicius, já conheceu mais do que a metade. Foram 100 países, sendo 40 na Europa, 29 na Ásia, 28 nas Américas e 3 na África.

Com muitas histórias para contar e dicas de viagens,  Claudia lança o livro “QUER VIAJAR? O que você precisa saber para se tornar um viajante”.   O lançamento acontece no dia  17 de outubro, na Livraria da Travessa do shopping Leblon (RJ) e, em breve, serão agendados outros lançamentos nacionais e também em Portugal.

O portal EGO entrevistou a jornalista e trouxe dicas para quem quer se aventurar a conhecer o mundo, ou apenas fazer uma viagem de férias. Confira:

Claudia Liechavicius lança livro com dicas de viagem. Foto Thais Galardi.

Claudia Liechavicius lança livro com dicas de viagem. Foto Thais Galardi.

1) Antes de chegar em um país, você pesquisa sobre o mesmo? Quais são as suas fontes?

Pesquiso muito. Da história ao clima. Reúno todas as informações que posso, assisto filmes sobre o destino, leio livros. Minhas fontes são os blogs de pessoas com o perfil parecido com o meu, sites oficiais dos lugares onde vou e sempre compro um bom guia turístico impresso.

2) normalmente essas pesquisas trazem a realidade turística dos países?

Eu saio de casa sabendo mais ou menos o que vou encontrar, pois pesquiso muito antes de partir e porque já rodei muito por esse mundão lindo. Mas, a emoção que um destino desperta depende muito da nossa disposição mental naquele momento e das pessoas que cruzam nosso caminho. Costumo dizer que cada um vive a sua viagem de um modo diferente, mesmo que duas pessoas trilhem juntas as mesmas calçadas, a experiência é única.

3)  Nas viagens você costuma seguir os roteiros turísticos ou se aventurar em busca de personagens e curiosidades de cada País? 

Existe sim um roteiro turístico básico que norteia uma primeira aventura pelo local, mas o ideal é ir mais longe. Gosto de caminhar a pé, sentar com as pessoas do lugar para bater um papo, comer onde essas pessoas sugerem. Adoro viver a vida do lugar. Ir onde a galera está. Procuro pelas feiras, festivas, festas religiosas e adoro me misturar com os locais.

4) O grande número de viagens se deu por você acompanhar o trabalho do seu marido,  o ex-jogador de vôlei  da  seleção brasileira e também diretor do Comitê olímpico brasileiro  Marcus Vinícius Freire.  No entanto, enquanto ele trabalhava, você precisou descobrir o prazer de explorar sozinha novos lugares . Como foi isso?

Sempre gostei de viajar, desde criança o mundo me fascina. Sempre viajei muito com meus pais, depois sozinha e muitas vezes para congressos internacionais na minha área profissional (sou fonoaudióloga especialista em voz e fiz parte de um doutorado em Denver). Digo que o mundo sempre foi o meu quintal. Mas por outro lado, meu marido também sempre viajou muito (pois foi jogador de vôlei da seleção brasileira depois jogou na Itália por alguns anos e mais tarde como economista de grandes empresas). Assim, em muitas viagens de trabalho dele eu acompanhava por países (às vezes exóticos) e ficava muito tempo naquele lugar, por exemplo um mês em Pequim, em Tóquio, em Toronto, em Atenas ou em Londres… Ele saía do hotel às 7 horas e voltava a noite. Sempre fui desprendida. Um mapa na mão, um celular com chip local e eu me viro em qualquer lugar do mundo. Muita gente me acha doida. Doida seria se eu perdesse as chances que a vida me dá com tanta generosidade.

5) Quantos idiomas fala? Como se deu a comunicação? 

Falo inglês, espanhol e italiano. Mas hoje com os aplicativos de tradução a vida ficou mais fácil. Mesmo assim, nada que alguns gestos não resolvam. E vou te falar que as pessoas adoram ajudar. Anjos existem.

6) São muitos os destinos que as pessoas consideram inseguros. Passou por algum desses?

Lugares inseguros tento evitar, como países em guerra. Estive por exemplo no Uzbequistão, quase na fronteira com o Afeganistão; no Marrocos, na fronteira com a Argélia e Omã que faz fronteira com o Iêmem, mas nunca tive problema. Não me exponho a risco desnecessário. Mas já presenciei terremoto no Chile e na Costa Rica, furacão na República Dominicana e tempestade de neve na Islândia, por exemplo. A fúria da natureza é um risco grande. Por isso digo que sempre é fundamental pesquisar muito bem sobre o clima do local. E mesmo assim, surpresas podem acontecer. Faz parte da vida de quem viaja.

7) E depois de tantas viagens, quais são os seus destinos favoritos no mundo?

Tenho uma paixão desmedida por Londres. Me sinto em casa na Terra da Rainha. Algumas viagens muito marcantes foram o Butão, o Camboja, o Uzbequistão, as Maldivas e o Tahiti. Deu para ver que tenho uma queda por destinos exóticos.

8) Muitas pessoas hoje veem na culinária o fator mais importante na escolha do destino de suas viagens. O que te surpreendeu na área gastronômica? Cite as top cinco cidades e pratos. 

A comida revela muito sobre a cultura local. Provo de A a Z. Gosto desde comidinhas simples à alta gastronomia.

  1. Amo os sorvetes italianos, em San Gimignano tem que provar os da Gelateria Dondoli (nocciola e stracciattela)
  2. Não dispenso um fondue na Suíça (os melhores que comi foram em Gruyères no Le Chalet e Fribourg no Café du Midi),
  3. No Japão tem que comer o sashimi de atum mais fresco do mundo no Mercado do Peixe, indico os restaurantes Sushi Dai e Daiwa Sushi)
  4. No Peru a gastronomia é ponto altíssimo tem forte influência japonesa. Se come bem em qualquer lugar. Mas o ceviche do La Mar é especial em Lima.
  5. Na China, o chá de jasmim em flor é meu queridinho. Um ritual que faz meu dia nascer feliz desde que conheci o chá. Virou vício! Ainda na China, o pato laqueado é uma tentação.

 9) Para quem não tem a mesma chance de visitar tantos lugares, você poderia dar dicas de alguns países que podem ser visitados pelos brasileiros sem gastar muito? 

Costumo dizer que para viajar basta querer. É uma questão de escolha, prioridade e organização. Economize, viaje como puder. Países como Argentina, Chile, Uruguai são próximos e mais baratos. Na Europa, Portugal, Romênia, Sérvia e Lituânia são super interessantes e não são tão caros.

10) O  que é essencial levar em viagem?

Além de disposição e bom humor, apenas uma mala de mão dá conta do recado. Basta fazer uma mala para cinco dias com peças versáteis que combinem entre si, que não façam muito volume e não amassem. No mais, capriche nos lenços e acessórios. Montar uma mala leve e inteligente é como montar um quebra-cabeça.

11) E o Brasil? Conhece bem seu País? Quais estados destaca? 

Sim. Conheço bem. Amo Fernando de Noronha (Pernambuco) . O Jalapão (Tocantins) é de uma beleza indescritível, os cânions de Cambará do Sul (Rio Grande do Sul) merecem ser visitados, os Lençóis Maranhenses (Maranhão) são únicos no mundo e Bonito é imperdível (Mato Grosso do Sul) e amo a vastidão e os mistérios da Floresta Amazônica (Amazonas).

12) Para literalmente dar a volta ao mundo, faltam 93 países. Já pensou nisso? Qual lugar não pode morrer sem visitar?

Egito ainda está na minha lista. Minha intenção é conhecer mais alguns outros… Quem sabe uma volta completa no mundo? rs

13) Já está programada a sua próxima viagem?

Claro. Sempre com o próximo destino na manga. Vai ser um mix de Europa e Ásia por um mês.

14) Qual a maior contribuição do seu livro para quem vai viajar?”

Quero inspirar os leitores a soltar as amarras e se aventurar pelo mundo de um modo fácil e leve. Viajar torna a vida mais colorida, deixa as pessoas mais flexíveis, menos preconceituosas.

Meu recado: Não importa o destino, seja perto seja longe, deixe o mundo te levar!

Reportagem:Cristina Aguilera

Fotos: Thais Galardi

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