Disney foi melhor escola que tive na vida diz Bruno Martini

               Disney foi melhor escola que tive na vida diz Bruno MartiniPublicado, 30 nov, 2018 - 19:15 por Newma Santiago

Aos 26 anos, o DJ e produtor paulistano Bruno Martini tem uma bagagem que é sonho de qualquer jovem de sua idade. Ele já tocou em megafestivais de música eletrônica, como Tomorrowland, na Bélgica, e EDC (Electric Daisy Carnival), em Nova York, além de ter trabalhado também como cantor, ator, compositor e músico. Ficou conhecido após integrar o College 11, primeiro grupo brasileiro a ser contratado pela The Walt Disney Records. Em 2014, estrelou a primeira série do canal Disney Channel, produzida 100% no Brasil, “Que Talento!”. Depois, resolveu se aprofundar no mundo da música e começou a explorar o universo das BPMs. Martini foi um dos nomes do sucesso de “Hearme Now”, em 2016, em parceria com Marcos Zeeba e Alok. Agora, ele se prepara lançar seu primeiro álbum na carreira solo “Original”, com a ajuda de Timbaland. O disco, gravado em Los Angeles, nos mesmos estúdios em que o Rei do Pop, Michael Jackson, gravou o hit “Thriller”, será lançado em 2019 pela Universal Music.

 Qual a expectativa para o lançamento do seu primeiro álbum?

Esse é o trabalho da minha vida. O projeto se chama ‘Original’ porque sou um cara bem eclético, escuto de tudo para fazer um som único. Esse disco também tem a participação de vários artistas. Um que eu gosto de mencionar é Timbaland. Trabalhei com ele durante 10 dias, em Los Angeles.

Qual a sensação de gravar as músicas de ‘Original’ no mesmo estúdio em queMichael Jackson fez‘Thriller’?

Foi como um marco para mim. Foi uma das experiências mais incríveis da minha vida inteira.

Como foi a experiência de fazer shows em vários festivais demúsica eletrônica e em países diferentes?

Maravilhoso. Foi depois do lançamento de ‘Hear me Now’. A música começou a ser ouvida no mundo todo e começaram a me chamar para tocar. Viajei para vários lugares, toquei na Tomorrowland, no EDC (Electric Daisy Carnival), Rock in Rio. Foi incrível.

O que você leva da sua passagem pelo Disney Channel, o que você leva dessa etapa para a sua vida?

Tudo. Eu passei cinco anos lá, comecei a trabalhar novo, com 15 anos, e até hoje trabalho. Acabei de produzir algumas músicas para uma série nova que eles vão fazer. Aprendi muito. Foi a melhor escola que já tive.

E com o College 11, como foi?

Foi divertido. 16 anos é uma fase em que a gente está se descobrindo. Foi a chance de conhecer vários países, ter experiência com TV, participar do primeiro seriado da Disney feito no Brasil.

Vê diferença na sua carreira hoje e naquela época?

Maturidade. Foram quase dez anos. A gente aprende muito. Continuo fazendo o que sempre fiz. Faço tudo de coração.

Como vê o mercado da música para artistas jovens?

Tem uma geração muito boa de artistas agora, e o brasileiro está valorizando mais as músicas produzidas aqui. Há uns dez anos, existia muito preconceito com a música eletrônica nacional. Fazer música é quebrar barreiras. ‘Hear me Now’ chegou a ser a música mais ouvida no Spotify, produzida no Brasil e cantada em inglês, e passei a vida ouvindo que não podia isso, que nunca ia dar certo.

A Disney foi a melhor escola que eu já tive na vida

Divulgação / Robert Schwenck

por Newma Santiago