Auditório Ibirapuera recebe espetáculo de dança estrelado por pessoas com deficiência



Auditório Ibirapuera recebe espetáculo de dança estrelado por pessoas com deficiênciaPublicado por Dino Divulgação em 1 nov, 2019 - 11:11 / Creditos

São Paulo, SP 1/11/2019 – Estamos levando para um dos palcos mais importantes da cidade um grupo que, habitualmente, é marginalizado pela sociedade

A frase “seja marginal, seja herói”, estampada na  bandeira-poema do artista plástico Hélio Oiticica, criada em 1968, sintetizou a marginália ou a cultura marginal — trabalhos não convencionais que fizeram parte do debate cultural brasileiro até meados da década de 70.

Agora, mais de cinco décadas depois, o espetáculo Dança que se dança, com dramaturgia do coreógrafo Gustavo Paulino e realizado pelo Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural (IOK), resgata as ideias propostas por Oiticica colocando no palco do Auditório , em São Paulo, quase 90 beneficiários do Instituto com deficiência intelectual e/ou em situação de vulnerabilidade social.

“Estamos levando para um dos palcos mais importantes da cidade um grupo que, habitualmente, é marginalizado pela sociedade, quer seja por sua condição intelectual, quer seja pela vulnerabilidade social”, afirma Guga Paulino. “Com isso, vamos trabalhar a inclusão e a acessibilidade para um grupo enorme de pessoas e de uma maneira legítima, que é o espetáculo.” 

A apresentação faz parte do encerramento do projeto Corpos em Luz, do IOK, que durante um ano trabalhou o processo de criação do espetáculo por meio de oficinas. Corpos em Luz foi realizado por uma equipe multidisciplinar — pedagogos, psicólogos e instrutores de dança, entre outros — em seis instituições parceiras espalhadas pela cidade: Oficina Cultural Oswald de Andrade, Centro Cultural Olido, CEU Campo Limpo, CECCO Manoel da Nóbrega, CECCO Ibirapuera e CIEJA Campo Limpo. 

O projeto contou com o apoio cultural do Museu de Arte Moderna de São Paulo, Pinacoteca, Centro Cultural Olido e Oficina Cultural Oswald de Andrade, que cederam seus espaços para ensaios abertos. O Itaú apoia a apresentação no Auditório do Ibirapuera.  

O nome, Dança que se dança, é inspirado justamente numa frase de Hélio Oiticica: “Dança é a dança que se dança”. Isso porque, segundo o artista, “você é quem inventa a sua própria dança”. Ou seja, a dança está dentro de cada um e ela deve ser um espaço de “livre expressão” e “necessidade vital de desintelectualização”. Para Paulino, o trabalho desenvolvido nas oficinas criou “uma dança que evidencia autonomia, liberdade e respeito à diferença”.  

Dança que se dança tem uma hora de duração, trilha sonora inspirada em clássicos do Tropicalismo, como “Divino, Maravilhoso”, composta por Caetano e Gil, e figurinos elaborados pelos próprios participantes a partir dos “Parangolés”, as extravagantes vestimentas criadas por Oiticica. O lema é um só: “Seja marginal, seja herói”.  

Serviço 

Dança que se dança

Data: 3 de novembro, domingo.

Horário: 19h.

Local: Auditório Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral s/n.

Tel.: 11 3629-1075.

Entrada gratuita.

Website: http://www.institutoolgakos.org.br