Em entrevista com o stylist de Pabllo Vittar,  sobre looks poderosos e politizados, como a roupa usada pela cantora na última Parada do Orgulho LGBT de São Paulo

Como toda drag queen que se preze, Pabllo Vittar chega para ser notada em qualquer ambiente. E muitas vezes a roupa é a primeira coisa a fazer os pescoços virarem em sua direção. O corpo sensual de 1,87 cm, sobre saltos de pelo menos 10 cm, obviamente também contribui.

No último domingo (3), a internet ficou em polvorosa com o look que Pabllo escolheu para participar da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. A roupa trazia manchetes de violência contra LGBTs como parte da estampa, que também era composta por frases de protesto e força.

O nome por trás deste e dos outros looks poderosos da drag desde o início do ano é o stylist Victor Miranda. Em entrevista com Victor, que abriu o armário de Pabllo e elegeu seu ranking das 5 roupas que mais curtiu criar.

Natural de Brasília, Victor tem 28 anos e mora em São Paulo desde 2014. Antes disso já tinha conhecido Pabllo através de amigos da Banda Uó – Mateus Carrilho, um dos fundadores, gravou “Corpo sensual” com Pabllo em 2017.

Victor substituiu João França Ribeiro por trás do styling, e tem chamado atenção com criações originais como a da Parada e o vestido transparente usado no Baile da Vogue em fevereiro, além de outros como os inspirados em Avatar, Pokémon, RBD, na apresentadora Xuxa e na cantora Britney Spears.

“A gente tem um diálogo muito direto. E é engraçado que às vezes eu penso em algumas coisas, ela também pensa, então a gente se manda [mensagens] na mesma hora. E a gente tipo, ‘Nossa, YAS, vamo nessa!’. É uma troca muito, muito boa pra mim. Acho que a gente está num mesmo canal, e a gente chega a lugares muito legais com essa sintonia tão forte”, comenta sobre a cantora.

“A moda e a drag caminharam e caminham muito juntas. As drags vêm como uma forma de arte de transformar essa imagem feminina em algo a mais. Então, um dos fatores que agregam nessa mudança, nesse crescimento do personagem, é a roupa. Elas transformam a roupa como uma forma de comunicação, como parte de uma performance”, afirma.

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