A Medida Provisória 841/18 determina a retirada de recursos voltados para o esporte para o setor da segurança pública. Pedro Trengrouse, professor da FGV, analisou a política e defendeu a necessidade de investimentos inteligentes no esporte.

“É fundamental compreender que o desenvolvimento integral da pessoa humana – principalmente crianças e adolescentes – por meio do esporte, beneficia também a comunidade. Diminui a evasão escolar, melhora o desempenho acadêmico, previne doenças, reduz o consumo de drogas e os índices de criminalidade. Além de tudo, ainda gera mais atletas de alto rendimento, capazes de inspirar um círculo virtuoso em toda sociedade”, afirmou o coordenador do curso de Aperfeiçoamento em Gestão de Esportes.

Apesar de o Brasil ter sido um dos países que mais investiu no esporte no mundo nas últimas duas décadas – que segundo Trengrouse passa US$ 100 bilhões -, o acadêmico questionou o retorno social desses investimentos e também destacou que, juntos, o Ministério da Saúde e Educação recebem um orçamento anual de quase US$ 300 bilhões, enquanto o Ministério do Esporte recebe apenas US$ 1 bilhão.

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O professor cita a Islândia como um exemplo de investimento inteligente que é revertido em resultados positivos que vão além do bom desempenho em competições internacionais. “A colaboração entre governos, clubes esportivos, escolas e famílias é fundamental para a construção do caráter de crianças e adolescentes por meio do esporte”, analisou.

O especialista ainda observa que a constituição federal prevê como dever do Estador fomentar o esporte e questiona “Será que temos observado a Constituição?”

 

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