Quem não conhece uma frase de uma música de Thiaguinho que atire a primeira pedra! O pagodeiro está em todos os botecos e bares espalhados pelo Brasil e promete se fixar ainda mais na música popular brasileira com o lançamento do álbum “Só Vem”. Em um papo com a gente, ele diz que a mensagem de amor, alegria e energia boa foi o que norteou seu novo trabalho.

“O álbum tem vários elementos que eu gosto e reflete um pouco da minha personalidade. O meu jeito de olhar e fazer música é bem abrangente, então meu pagode tem influência de muita coisa que eu escuto”, conta ele.

Faz bem pouco tempo que o cantor lançou este álbum e a música “Energia Surreal” já está na boca do povo. Thiaguinho fala que essa receptividade do público é incrível e ele está muito feliz por ver seu single já sendo cantarolado pelo público.

“É incrível essa receptividade do público com o meu trabalho. É muito gratificante ver que tivemos um retorno tão rápido com esta canção. Fico muito feliz que os fãs estejam gostando e cantando a música comigo”, fala.

Outro detalhe surpreendente é que a capa de “Só Vem” (que você pode ver logo abaixo) também é uma obra à parte: ele foi inspirado no clássico “Nevermind”, do Nirvana, e foi grafitado por Marcelo Ment com uma foto do próprio cantor quando era criança.

“Eu acho a capa de ‘Nevermind’ muito legal e sempre quis fazer alguma coisa diferente, nesse estilo. Eu vi o trabalho do Ment e gostei de cara. O que mais chamou minha atenção foi ser um trabalho despojado e sofisticado ao mesmo tempo. Fiquei muito feliz com o resultado”, explica o pagodeiro.

E: Em seu sétimo álbum, você volta com a banda completa, com violinos e percussão. Por que esta decisão?
Thiaguinho:
 Eu gosto do clima mais intimista dos meus últimos trabalhos, mas para o “Só Vem” achei que era hora de trazer uma banda completa pra dar ainda mais vida ao álbum.

E: Como surgiu a parceria com a Ludmilla na música “Só Vem”?
T:
 Eu e Ludmilla somos amigos. Sempre quisemos fazer um projeto juntos, mas nunca tínhamos conseguido concretizar. Dessa vez deu certo! Foi muito legal tê-la na gravação do CD comigo. Ela é muito talentosa e conseguiu somar muitas coisas boas à canção.

E: Você experimentou 40 músicas em estúdio para escolher 21. Qual foi o critério?
T:
 Nós ouvimos muitas músicas para chegar às escolhidas e todas eram muito boas. É difícil reduzir, mas encontramos as que faziam mais sentido nesse momento para esse projeto específico.

E: Quais são suas inspirações para compor suas músicas?
T:
 Eu componho sobre aquilo que eu vivo, sobre cenas que vejo, assuntos que me interessam. Minhas inspirações vêm do meu cotidiano e das experiências que tive na vida.

E: Se não fosse do pagode, qual estilo musical gravaria um CD?
T:
 Acho que seria de hip hop. É um ritmo que eu gosto bastante. Já no carro eu ouço de tudo. Sou bem eclético mesmo.

E: Quem são os cantores que te inspiram?
T:
 Eu cresci tendo como inspiração os grupos de pagode dos anos 90/2000! Continuo ouvindo muito pagode, mas gosto muito de R&B também! Os clássicos da música popular brasileira também me inspiram muito!

Jogo rápido

Minha maior alegria com o “Só Vem” é: levar energia boa para as pessoas.
Meu maior desafio com o CD é: fazer parte da vida do povo com as músicas.
Minha tristeza com o CD foi: não tive tristeza.
Minha canção predileta é: todas.
Todo mundo deveria ouvir o CD porque: foi feito com todo amor do mundo e muita dedicação.
A Fernandinha (Souza) gosta mais da música: Ah, cada dia ela gosta mais de uma, mas – no momento – “O Seu Tom”.
A música mais rápida para compor foi: “Na Boca do Povo” e fiz em 30 minutos com o (Wilson) Prateado [produtor musical].
Fiquei impressionado com o resultado de: “Deus Quer”. Ficou muito linda.