06/07/2018

“O problema tá na cabeça”, explica Galvão apos eliminação do Brasil

“O problema tá na cabeça”, explica Galvão apos eliminação do Brasil

Comedido, sem reclamar muito do árbitro ou culpar algum jogador, Galvão Bueno narrou a eliminação do Brasil com surpreendente resignação. Aos 46 minutos do segundo tempo, até reconheceu a qualidade da Bélgica: “É um grande time, realmente”.

Na visão do narrador, faltou equilíbrio emocional ao Brasil: “O problema tá na cabeça, não é na ponta da chuteira”, avaliou, depois de narrar o enésimo passe errado de um jogador brasileiro. “Não vamos crucificar ninguém”, disse ser a causa da eliminação do Brasil.

O comentarista Ronaldo concordou, ao final da partida: “A falta de controle emocional no momento em que tá 2 a 0 Ali tem que continuar jogando como se nada tivesse acontecido. Entrou num desespero muito grande com um resultado de 2 a 0 contra, o tempo foi passando e só foi na raça.”

Em apenas um momento do jogo, Galvão perdeu a cabeça. Na dúvida se houve pênalti a favor do Brasil, ficou ansioso se haveria consulta ao árbitro de vídeo. “Vai olhar ou não vai?”, perguntou, como se estivesse falando com o próprio árbitro, o sérvio Mirolad Mazic. “Tá demorando demais!”, reclamou. E, como não houve marcação, gritou: “Pipocou!!!”.

Preocupado, ainda no primeiro tempo, com a facilidade com que a Bélgica mandava no jogo, implorou: “Não pode se arriscar a um apagão neste final de primeiro tempo”. E sonhou: “Neymar vai ter que tirar um coelho da cartola no jogo”.

Galvão narrou o segundo gol belga sem muito entusiasmo, mas uns cinco minutos depois, reconheceu: “Foi um golaço do De Bruyne. Justiça seja feita.”

No mais, foi aquela sucessão de lugares comuns. “Como disse o Ronaldo, o tempo é inimigo da seleção”, disse Galvão. “Pra acontecer (o empate), tem uma regra básica, não pode levar o terceiro gol”, disse Casagrande. “Tá dois a zero e faltam 45 minutos pro jogo acabar”, observou Ronaldo.

 

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