Comedido, sem reclamar muito do árbitro ou culpar algum jogador, Galvão Bueno narrou a eliminação do Brasil com surpreendente resignação. Aos 46 minutos do segundo tempo, até reconheceu a qualidade da Bélgica: “É um grande time, realmente”.

Na visão do narrador, faltou equilíbrio emocional ao Brasil: “O problema tá na cabeça, não é na ponta da chuteira”, avaliou, depois de narrar o enésimo passe errado de um jogador brasileiro. “Não vamos crucificar ninguém”, disse ser a causa da eliminação do Brasil.

O comentarista Ronaldo concordou, ao final da partida: “A falta de controle emocional no momento em que tá 2 a 0 Ali tem que continuar jogando como se nada tivesse acontecido. Entrou num desespero muito grande com um resultado de 2 a 0 contra, o tempo foi passando e só foi na raça.”

Em apenas um momento do jogo, Galvão perdeu a cabeça. Na dúvida se houve pênalti a favor do Brasil, ficou ansioso se haveria consulta ao árbitro de vídeo. “Vai olhar ou não vai?”, perguntou, como se estivesse falando com o próprio árbitro, o sérvio Mirolad Mazic. “Tá demorando demais!”, reclamou. E, como não houve marcação, gritou: “Pipocou!!!”.

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Preocupado, ainda no primeiro tempo, com a facilidade com que a Bélgica mandava no jogo, implorou: “Não pode se arriscar a um apagão neste final de primeiro tempo”. E sonhou: “Neymar vai ter que tirar um coelho da cartola no jogo”.

Galvão narrou o segundo gol belga sem muito entusiasmo, mas uns cinco minutos depois, reconheceu: “Foi um golaço do De Bruyne. Justiça seja feita.”

No mais, foi aquela sucessão de lugares comuns. “Como disse o Ronaldo, o tempo é inimigo da seleção”, disse Galvão. “Pra acontecer (o empate), tem uma regra básica, não pode levar o terceiro gol”, disse Casagrande. “Tá dois a zero e faltam 45 minutos pro jogo acabar”, observou Ronaldo.

 

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