Depois de viver um torturador na Peça “Nossa História” de Pedro Fagundez, eleita a segunda melhor peça com a temática LGBT pelo Guia Gay SP em 2017, IZILDO GALINDO está de volta aos palcos paulistanos dando vida ao polêmico cafetão GIRO na nova montagem do clássico de Plínio Marcos.

Escrita no auge da Ditadura Militar, “Abajur Lilás” acabou se tornando uma bandeira da luta contra a censura. Sua primeira (tentativa de) montagem ocorreu em 1969 com um elenco formado por Paulo Goulart, Nicete Bruno e Walderez de Barros no elenco.  Antes da estreia recebeu seu selo de proibição por um período de 5 anos .Finalmente em 1980, ainda sob as asas do Regime Militar, mas em seu processo de abertura “lenta, gradual e segura”, a peça teve sua estreia, com direção de Fauzi Arap e com Walderez de Barros no elenco. 

O ABAJUR LILÁS , faz referência aos órgãos repressores explicíto na figura de Giro (Izildo Galindo), o cafetão homossexual que explora três prostitutas em um pardieiro.

São elas a batalhadora Dilma (Nyara Hadassa / Ju Carrega), a revoltada Célia (Luana Araujo) e a sonsa Leninha (Beatriz Trindade /Esther Azevedo).

Um abajur quebrado deflagra a ira de Giro, que com a ajuda do fiel protetor Oswaldo (Thiago Winter ) expõe a miséria à qual todos, inclusive ele, estão submetidos… 

Importante ressaltar que a genialidade do autor ultrapassa gerações continuando tão atual mesmo 38 anos depois de sua primeira montagem.

Direção Geral de Genes Shiva Holder.

Dia 16 de março, sempre as sextas, às 21h

No teatro do Ator, na Roseevelt!

CG1 Comunicação (Divulgação)