Eleições no México é maior que jogo com Brasil e torcida deixa Copa para votar.

A decisão contra o Brasil na próxima segunda-feira (2), em Samara, está longe de ser a única e mais importante para o México nos próximos dias. Longe da Rússia e da Copa do Mundo, o país latino se prepara para uma eleição das mais emblemáticas do último século. Além das votações para Câmara e Senado, os mexicanos escolherão o presidente para os próximos seis anos e encaminham, de acordo com as pesquisas, uma ruptura com o passado político das ultimas décadas.

Comandado por apenas dois partidos nos últimos cem anos – o PRI (Partido Revolucionário Institucional) e o PAN (Partido da Ação Nacional), de centro-direita e direita –,o México vê o esquerdista Andrés Manuel López Obrador, do Morena (Movimento Regeneração Nacional), liderar com certa folga os últimos indicativos de intenções de voto.

A possibilidade de um momento histórico fez até alguns torcedores deixarem a Rússia às vésperas de um duelo decisivo contra o Brasil para voltar ao país e acompanhar de perto a eleição.A reportagem conversou com alguns torcedores que tomaram tal decisão, fato endossado ainda por jornalistas que acompanham o time no Mundial.

“Não são um, dois, são vários. Centenas. Esses torcedores querem fazer parte da história. É um marco para o país. Não temos dúvidas de que o dia de domingo [eleição] será mais importante que o de segunda [jogo com Brasil] para o nosso país”, disse Alonso Cabral Villavicencio, da Televisa.

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No México, o voto não é obrigatório, mas é direito de todo cidadão maior de 18 anos. Na visão geral, a Copa do Mundo virou tema secundário.

“López Obrador é visto como um candidato do povo, dos humildes. Os mexicanos não aguentam mais tanta corrupção e violência. Há um outro lado que vê esse candidato aliado a outras figuras antigas da política , mas não tem como vencer sem dialogar com todos os lados. Ainda assim, é uma chance de mudança. Enxergamos como se fosse uma eleição do Hugo Chávez na Venezuela, do Lula no Brasil. Independentemente de gostar ou não, é um fato muito emblemático, histórico”, completou o jornalista mexicano.

 

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