03/07/2018

Brasil é polo de reprodução assistida

Brasil é polo de reprodução assistida

Por: Junior de Castro

A quantidade de ciclos de fertilização in vitro no Brasil tem crescido muito nos últimos anos. De acordo com o 11º Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões da Anvisa, por exemplo, esse número passou de 877, em 2016, para 1.226 ciclos em 2017, tendo um crescimento de 40% na quantidade de ciclos de um ano a outro. Vale lembrar, entretanto, que se pode considerar como ciclos de reprodução assistida os procedimentos nos quais a mulher é submetida à produção e retirada de oócitos para realizar um tratamento de reprodução humana assistida.

Além de problemas relacionados à fertilidade, um dos principais fatores que levam mulheres a recorrer à reprodução assistida é a programação da gravidez. “Quando a mulher quer planejar uma gravidez futura, ela pode recorrer à criopreservação e, depois, quando optar por ser mãe, contar com a técnica de fertilização. Mas vale sempre ressaltar que a idade é um fator que interfere nas chances de uma gravidez”, destaca Cláudia Navarro, especialista em reprodução assistida e diretora clínica da Life Search.

Estrangeiras vêm ao Brasil para engravidar

Nos últimos anos, o Brasil tem se tornado referência internacional no que se diz respeito à reprodução assistida. O setor tem atendido estrangeiros de diversos países, principalmente mulheres de origem africana, que procuram o Brasil para realizar o sonho da maternidade.

Segundo dados da BBC Brasil, existem dois principais atrativos para as africanas: a qualidade das clínicas privadas brasileiras e o idioma comum, além do baixo custo em relação a países da Europa, por exemplo.

Segundo Cláudia, para a mulher que sonha em gerar um filho, a medicina reprodutiva pode ser grande aliada e, por isso, é essencial conhecer as alternativas. “É importante destacar, ainda, que o congelamento de gametas favorece quem ainda não decidiu por uma gravidez, mas ainda pode considerá-la no futuro. Devemos lembrar, também, que cada caso deve ser avaliado individualmente e que o congelamento não é uma garantia de uma gravidez futura”, finaliza.

 

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